No embaraço da perda
O lusco fusco reluz
Limbo doura-se
Ivalorado se supera
Aquela certeza habitada e desalojada
Deixa somente dor
Ardor
A dor de ver
O que era seu deixar de ser o que se foi
O bronze que se perde brilha mais do que o ouro que se tem
"Um conjunto de versos pode dizer mais do que um livro inteiro e fala coisas à alma, ao coração e ao corpo, basta ficar nas pontas dos pés e se esticar para alcançá-las." Marcos Pedroso.
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Flash
As coisas as quais penso
Ninguém pensa
E se passam pela minha boca
Nem mesmo penso eu
Muitas, talvez algumas vezes, perdemos a oportunidade de produzir alguma coisa boa, ou ao menos algo perto disso pelo simples fato de que não temos um papel pra anotar na hora em que elas surgem.
Pois elas surgem como espinhas, mas ao contrário destas, aquelas se não forem espremidas desaparecem. O que é uma pena, tanto para as espinhas quanto para as poesias.
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Escrevo pelos maus poetas
Não escrevo por mim ou por você
Aliás, se há alguém por quem não escrevo
Esse alguém é você
Não escrevo pelo Amor
Nem pelo Ódio, rancor ou raiva
Nunca pela saudade, ou dó
Nada disso me deu motivo
Escrevo não para ser reconhecido
Estudado analisado dissecado, não!
Escreveria então pra mim
Eu não existo
Escrever pelos maus poetas
Pelos bons Poetas eu morreria
Eu morro!
Os bons jamais morrem
Saber que se pode ir além
Em uma simples inversão
Uma Inversão Simples, a Subversão
A escolha apurada da palavra
Cada uma delas merece atenção
Tal que os maus e eu não sabemos dar
Não vou, mas se eu fosse
Subindo às nuvens escuras da pretensão
Escolher um motivo para escrever
Escreveria pelos maus poetas
Aliás, se há alguém por quem não escrevo
Esse alguém é você
Não escrevo pelo Amor
Nem pelo Ódio, rancor ou raiva
Nunca pela saudade, ou dó
Nada disso me deu motivo
Escrevo não para ser reconhecido
Estudado analisado dissecado, não!
Escreveria então pra mim
Eu não existo
Escrever pelos maus poetas
Pelos bons Poetas eu morreria
Eu morro!
Os bons jamais morrem
Saber que se pode ir além
Em uma simples inversão
Uma Inversão Simples, a Subversão
A escolha apurada da palavra
Cada uma delas merece atenção
Tal que os maus e eu não sabemos dar
Não vou, mas se eu fosse
Subindo às nuvens escuras da pretensão
Escolher um motivo para escrever
Escreveria pelos maus poetas
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Liberdade Vigiada
Fique à vontade
Saiba que estou te vendo
Não há um canto aí onde eu não te veja
Mas não se preocupe, eu cuido de tudo
Aí dentro pode ir onde quiser
Sente e se recoste, deite-se
Podes chamar seus amigos
Organize uma festa
Sinta o que quiser sentir
Se precisar de alguma coisa estou por aqui
Sempre estarei por aqui
Não saio daqui
Aliás, aí pode ir e vir
Não sei se já te disse, aí tudo é seu
Aí dentro pode fazer o que preferir
Durma um pouco
Saiba que estou te vendo
Não há um canto aí onde eu não te veja
Mas não se preocupe, eu cuido de tudo
Aí dentro pode ir onde quiser
Sente e se recoste, deite-se
Podes chamar seus amigos
Organize uma festa
Sinta o que quiser sentir
Se precisar de alguma coisa estou por aqui
Sempre estarei por aqui
Não saio daqui
Aliás, aí pode ir e vir
Não sei se já te disse, aí tudo é seu
Aí dentro pode fazer o que preferir
Durma um pouco
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
À espera do próximo passo.
Quando pensamos que acabou
Surge algo que se parece com nada
O estomago congela
Expectativa pelo próximo movimento:
Movimento que tem tanta chance de acontecer
Quanto de não acontecer
Várias voltas me dizem
Que nem sequer houve o primeiro
Mas se houve um aqui dentro
Já há motivo de se lamentar
E o pior de tudo isso
Há então motivo para se esperar
Esta espera cadeia
Grilhão inquebrável encerra o pensamento
Na ponta da corrente a bola de ferro chama-se Esperança!
Pesa pés e mãos, coloca um nada como sentimento
Esperança desesperada
Esperar no caos não é mais do que isso
Meu único inútil alimento
É te provocar.
Surge algo que se parece com nada
O estomago congela
Expectativa pelo próximo movimento:
Movimento que tem tanta chance de acontecer
Quanto de não acontecer
Várias voltas me dizem
Que nem sequer houve o primeiro
Mas se houve um aqui dentro
Já há motivo de se lamentar
E o pior de tudo isso
Há então motivo para se esperar
Esta espera cadeia
Grilhão inquebrável encerra o pensamento
Na ponta da corrente a bola de ferro chama-se Esperança!
Pesa pés e mãos, coloca um nada como sentimento
Esperança desesperada
Esperar no caos não é mais do que isso
Meu único inútil alimento
É te provocar.
domingo, 1 de outubro de 2006
Eu mesmo
Como eu faço para ser o outro?
Agir como o outro?
Vestir-me como o outro?
Andar como ele?
Quero ser o outro e falar coisas belas
Viver entremeado a elas como se fossem verdades
E acreditar
Acreditar, quero acreditar que pode ser
Que pode ser além, que pode ser maior
Acreditar que posso pensar além da margem
Dar às idéias peso tal que flutuem
Assim como o outro faz
Desisto de ser quem sou, quem era
Por ora não sou o outro
Mas também não sou o mesmo!
Prefiro o hiato, o nada, o não ser
Vou à busca do caráter do outro
Terei a mente do outro. Eu pago!
Palmilhando o caminho da mudança
Faço planos para a roupa que vestirei
Com que perfume sairei
O outro é tão mais bonito do que jamais serei!
Agir como o outro?
Vestir-me como o outro?
Andar como ele?
Quero ser o outro e falar coisas belas
Viver entremeado a elas como se fossem verdades
E acreditar
Acreditar, quero acreditar que pode ser
Que pode ser além, que pode ser maior
Acreditar que posso pensar além da margem
Dar às idéias peso tal que flutuem
Assim como o outro faz
Desisto de ser quem sou, quem era
Por ora não sou o outro
Mas também não sou o mesmo!
Prefiro o hiato, o nada, o não ser
Vou à busca do caráter do outro
Terei a mente do outro. Eu pago!
Palmilhando o caminho da mudança
Faço planos para a roupa que vestirei
Com que perfume sairei
O outro é tão mais bonito do que jamais serei!
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